Ecossistema27 de julho de 2026Redacção

A economia silenciosa da formação

O Seixal não é uma linha do balanço: é uma infraestrutura de risco que o clube ainda não aprendeu a contabilizar com honestidade.

Há uma tentação recorrente em ler a formação como uma fábrica. A metáfora é cómoda e falsa. Uma fábrica produz unidades comparáveis; o Seixal produz trajectórias, e trajectórias não se somam.

O que interessa medir não é o produto bruto das vendas, mas a variância. Um clube que depende da formação para equilibrar contas depende, na prática, de um acontecimento improvável por ano. Essa dependência tem um preço que não aparece em nenhuma rubrica.

A questão, portanto, não é quanto rende o Seixal. É quanto custa ao Benfica organizar-se em torno de uma receita que não controla.